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Luiz Inácio
Crime de Lula foi se negar a governar para poucos
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi denunciado pelo Ministério Público Federal nesta quarta-feira -14- de comandar um suposto esquema de corrupção na Petrobrás. Cabe agora ao juiz federal Sergio Moro decidir se aceita a acusação e transforma Lula em réu. Para o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, a investigação é seletiva e tem como objetivo minar qualquer chance da volta de um modelo de governo calcado no desenvolvimento com distribuição de renda.

Hoje o Brasil viveu um dia triste, porque uma investigação seletiva, que não é republicana, tentou expor para o mundo como comandante da corrupção o maior comandante da esperança do povo brasileiro, definiu. Vagner destacou que o motivo da perseguição à Lula é ter mudado a forma como o governo enxergava o país, de um lugar para poucos e transformá-lo numa República para muitos. Lula é comandante da retirada de milhões de pessoas da linha da miséria, comanda os trabalhadores para que seus direitos não sejam vilipendiados, comanda a esperança de termos um Brasil que não seja apenas para alguns, de termos futuro para nós e para nossos filhos. E que esse futuro não seja atrelado aos interesses do capital internacional. Isso fez com que fosse colocado de maneira infame como chefe de quadrilha, criticou. O dirigente ainda ressaltou que a CUT estará ao lado do ex-presidente.

Nós, da CUT, sabemos que defender os trabalhadores é defender nossa autonomia e independência, o pré-sal, os investimentos em saúde e educação públicas de qualidade, a manutenção dos direitos e, portanto, defender Lula, que representa tudo isso. Nós estaremos juntos para que o país continue crescendo e não tenhamos nenhum retrocesso, falou. E as provas? Durante coletiva convocada logo após a divulgação da denúncia, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, também apontou que a atuação do Ministério Público é política. O MPF elegeu Lula como maestro de uma organização criminosa, mas esqueceu do principal- a apresentação de provas dos crimes imputados, afirmou. Ele também destacou que não há documentos que provem ser do ex-presidente o triplex no Guarujá atribuído ele.

          

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